“Como Coach Certificada Nacional em Saúde e Bem-Estar e Master Certified Coach da ICF, tenho observado uma tendência crescente: cada vez mais clientes — e também colegas coaches — enfrentam ansiedade, sobrecarga e exaustão.
O stress, o burnout e as questões de saúde mental são cada vez mais comuns — e isto não é apenas um tema do health coaching. Coaches de áreas como executive, leadership, life e performance coaching precisam de estar preparados para reconhecer e apoiar o bem-estar mental.
Não estamos aqui para substituir terapeutas. Estamos aqui para exercer coaching de forma competente e ética, num momento em que o mundo mais precisa disso.
Vamos ver por que razão isto é importante — e como podemos começar a integrá-lo na nossa prática de coaching.
Coaching não é terapia — e, por vezes, é exatamente o que é necessário
Coaching não é terapia. Os coaches não diagnosticam nem tratam doenças mentais.
Em vez disso, oferecemos algo diferente — mas igualmente poderoso:
Um espaço seguro e sem julgamentos.
Escuta profunda e presença genuína.
Perguntas que promovem empoderamento e ação.
Ferramentas para reflexão, resiliência e realinhamento.
Durante a crise da COVID-19, fui convidada a apoiar uma universidade sobrecarregada com estudantes que enfrentavam problemas de saúde mental.
Com os pedidos de terapia a aumentar rapidamente e poucos profissionais licenciados disponíveis, recorremos ao coaching.
O que descobrimos foi notável: em mais de 90% dos casos, a terapia não era necessária.
Esses estudantes precisavam de ser ouvidos, apoiados e recebidos com uma atitude positiva e incondicional.
O coaching foi suficiente.
Esta experiência reforçou uma verdade poderosa: desafios de saúde mental não são o mesmo que doenças mentais.
Quando bem feito, o coaching não só é apropriado, como pode ser profundamente eficaz.
Um bom coaching pode gerar mudanças de vida sem nunca ultrapassar a linha da terapia.
A crise do bem-estar mental: por que é importante
Os dados falam por si:
77% dos trabalhadores experienciam stress relacionado com o trabalho.
60% afirmam que o stress profissional afeta negativamente a sua saúde mental.
15% dos adultos em idade ativa têm uma perturbação mental diagnosticada.
O stress crónico contribui para 12 mil milhões de dias de trabalho perdidos por ano a nível global.
Funcionários em burnout têm 2,6 vezes mais probabilidade de procurar outro emprego.
Estes números representam os nossos clientes, os nossos colegas — e, muitas vezes, nós próprios.
Enquanto coaches, estamos na linha da frente de uma crise crescente — o que traz tanto responsabilidade como oportunidade.
A evolução do coaching: da performance à resiliência
Exerço coaching há mais de 25 anos, e percebo como o campo evoluiu.
Antes centrado sobretudo na produtividade e na liderança, o coaching de hoje deve também dar prioridade à resiliência e ao bem-estar sustentável.
Estes elementos estão interligados e, num mundo complexo e exigente como o atual, já não podem ser tratados isoladamente.
Segundo o ICF Global Coaching Study 2024:
94% dos trabalhadores esperam que as suas organizações ofereçam apoio em bem-estar mental e gestão de stress.
74% das empresas estão a aumentar o investimento em programas de bem-estar no local de trabalho.
Líderes que recebem coaching relatam maior resiliência e menor burnout.
À medida que o coaching se expande para responder a estas necessidades, o nosso papel enquanto coaches deve adaptar-se.
Apoiar o bem-estar mental não significa fazer terapia — significa preparar-nos para atuar de forma preventiva, proativa e sistémica.
O papel do coach no bem-estar mental: 3 ferramentas essenciais
Com base na minha experiência, acredito que todo o coach deve ter o seguinte no seu conjunto de ferramentas:
1. Deteção: Identificar precocemente riscos para o bem-estar mental
Avaliar níveis de stress, saúde emocional e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Utilizar autoavaliações estruturadas e testes de resiliência.
Realizar “auditorias de energia” para identificar sinais iniciais de burnout.
2. Prevenção: Coaching para uma resiliência sustentável
Ensinar estratégias proativas de gestão de stress.
Ajudar os clientes a definir limites, reformular crenças e reforçar a força interior.
Reforçar hábitos que sustentem o bem-estar a longo prazo.
3. Integração: Incorporar o bem-estar na cultura organizacional
Orientar líderes na criação de ambientes psicologicamente seguros.
Promover uma abordagem de coaching nas equipas: escuta profunda, empatia e presença.
Facilitar estratégias que fortaleçam a resiliência individual e coletiva.
Autocuidado e autoavaliação
A autoconsciência é a base de um coaching ético e eficaz — especialmente nesta área.
Antes de apoiarmos outros a lidar com stress, burnout e sobrecarga emocional, precisamos de olhar honestamente para o nosso próprio bem-estar.
O Código de Ética da ICF recorda-nos da importância de reconhecer quando a nossa capacidade ou objetividade está comprometida, de praticar o autocuidado, de investir no desenvolvimento profissional contínuo e de manter limites claros — encaminhando clientes sempre que necessário.
Estas responsabilidades éticas exigem que nos autoavaliemos, nos autogerimos e procuremos apoio quando necessário.
Use o Gráfico de Stress e Performance como ferramenta de autoavaliação:
Coloque um ponto onde se encontra o seu nível atual de stress.
Está energizado na zona de desempenho ideal?
Está a aproximar-se da exaustão? O que está a causar isso e consegue recuperar?
Sente-se aborrecido, a precisar de um novo desafio?
Esta é também uma ferramenta útil para trabalhar com clientes.
Estimula a reflexão, aprofunda a autoconsciência e abre espaço para conversas sobre energia e mentalidade.
Próximo passo: Avaliar a sua prontidão para o coaching em bem-estar mental
Questione-se:
Estou preparado para reconhecer sinais de burnout e stress em mim e nos meus clientes?
Sei como orientar para a resiliência sustentável?
Tenho clara a fronteira entre coaching e terapia?
Sei quando devo parar, refletir ou procurar supervisão?
Se respondeu “não” a alguma destas perguntas, não está sozinho — é exatamente aqui que o processo de desenvolvimento começa.
Aperfeiçoamento: Expanda a sua caixa de ferramentas
Ao aprofundarmos a nossa capacidade no campo do bem-estar mental, não só melhoramos os nossos serviços, como elevamos a prática de coaching ao próximo nível:
Reforçamos a nossa autoconsciência.
Mantemos os mais altos padrões éticos.
Respondemos de forma significativa às necessidades em constante evolução dos nossos clientes.
O coaching para o bem-estar mental não é uma tendência — está a tornar-se o coração da nossa profissão.
O que vem a seguir? Junte-se a mim na ICF Converge 2025!
Estarei a apresentar o tema “The Mental Well-Being Imperative: Coaching Beyond Burnout”.
Vamos explorar como, enquanto coaches, podemos atuar não apenas em momentos de crise, mas também na prevenção e gestão desta questão crítica.
Escolher o programa de formação certo: o que procurar e porquê
Acreditação: Procure formações reconhecidas pela ICF ou pelo National Board Certified Health & Wellness Coach (NBHWC), garantindo credibilidade e reconhecimento global.
Modalidade: Escolha o formato que melhor se adapta a si (presencial, online em direto ou autónomo).
Adequação ao nicho: Prefira programas que se articulem com os outros tipos de coaching que já pratica.
Mentoria e comunidade: Valorize programas que ofereçam mentoria, aprendizagem entre pares e aplicações práticas.
O trabalho que fazemos é importante — e devemos estar preparados.
Se precisar de ajuda para escolher um programa de formação ou construir o seu próprio percurso em coaching para o bem-estar mental, estou disponível para apoiar.
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🔗 Leia mais: https://coachingfederation.org/blog/mental-well-being-a-coachs-must-have-toolbox/
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